Outros Tempos

.....Este concelho, extinto em 1836, primitivamente, compreendia nada menos que 33 freguesias, incluindo várias de Vila Verde e estendendo-se até Lavradas, em Ponte da Barca, como se pode confirmar pelas referidas Inquirições de 1258. As freguesias tinham obrigação de manter o casteleiro, encarregado de guardar o castelo medieval de apoio e defesa do concelho, de que ainda se vêem os restos e de o reparar quando fazia falta, nomeadamente a freguesia de Gondufe e Godinhaços, como vem nas mesmas Inquirições.
No Arquivo do extinto concelho de Albergaria de Penella (Anais), que se encontra na Biblioteca de Ponte de Lima, e na Biblioteca de Braga há muitos livros cujo estudo é de grande interesse para a história da freguesia, bem como das que pertenceram a este concelho .

.....Anais tem Tombo da Igreja, do ano de 1551, onde vêm referidos os limites da freguesia, além de outras referências de interesse. (Ver Arquivo Distrital de Braga, Liv. 3, fls. 222 v. e cópia do mesmo, de 1691, na Caixa 290, no 9). No mesmo Arquivo há referência a vários Prazos da freguesia, bem como às capelas de:
- S. Julião, no lugar de Albergaria, instituída por Rodrigo Anes e sua mulher Briolanja Rodrigues, em 1573. (Será a que hoje é conhecida por Nª Srª do Rosário ?) (Ver A.D.B., Liv. 16, fls. 29);
- Capela de Sto. António - instituída por António André Pereira Barbosa e sua mulher D. Maria Josefa Soares de Araújo, de S. Miguel da Carreira, Barcelos, em 1758. (Liv. 123-, fls. 369);
- Capela de Nª Srª de Penha de França, feita pelo P. Jerónimo Cardoso, em 1654, na Quinta de Espenica. (Liv. 33, fls. 118).

.....Os edifícios onde funcionavam a Câmara e o Tribunal/Cadeia ainda hoje existem e estão, nas suas linhas gerais na traça primitiva tendo sofrido obras de restauro que mantiveram o essencial da sua origem. Rés-do-Chão e andar superior. O Tribunal/Cadeia possui um cunhal onde ostenta as armas portuguesas; a entrada para o 1º andar faz-se por escadaria de pedra que termina em alpendre; no segundo edifício de sólida construção com imponente fachada ainda apresenta no seu piso inferior marcas visíveis das grades que fechavam as janelas da cadeia.


Tribunal/Cadeia
(Albergaria) – Aspecto actual

....No edifício da Câmara existem vestígios idênticos e segundo nos foi relatado pelos actuais proprietários deverá este mesmo ter acumulado todas as funções inicialmente e só mais tarde ter sido feita a divisão. O antigo pelourinho (ver figura 2) ainda existe embora reduzido a um fustre oitavado (o resto do pelourinho: base e capitel desapareceram) tendo sido recolocado no lugar aproximado onde primitivamente esteve localizado depois de ter sido desmantelado e arredado do antigo lugar - que seria na frente do edifício municipal - aquando do alargamento do caminho antigo, que era a «estrada real» que vinha da freguesia de Rio Mau passando em Albergaria (nome que ainda conserva as imediações da Antiga Câmara), seguindo pela Pedra de Cruz, Empegada, etc., a caminho de Ponte de Lima.

Pelourinho em Frente à Câmara (Albergaria)